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Domingo, 11 de Julho de 2010

Capitulo 4 "Plan"

Desculpem a demora!

 

Senti a loirinha a aproximar-se.

-Que queres? – Perguntei.

-Falar contigo, mas vamos para a um sítio melhor, aqui todos ouvem.

-Tudo bem, onde?

-Vamos para o meu carro.

Descemos até à garagem onde havia 4 carros. Entramos num volvo preto e partimos, com ela a conduzir.

-Podes falar? – Perguntei depois de andarmos 5minutos.

-Não, aqui o Edward ainda ouve os pensamentos…

-Quanto temos de nos afastar?

-Vamos até ao Canadá! – Falou como se fosse a coisa mais normal do mundo.

-Ok… - Fiz um pausa. – Não me vais matar, pois não?

Ela riu ironicamente.

-Para humano, até és divertido! – Disse.

-É, por acaso é verdade.

Ela voltou a rir e nós seguimos viagem durante mais 20 minutos, em silêncio. Paramos num sítio sombrio e cheio de árvores e saímos do carro.

-Pronto, aqui ele já não deve ouvir nada…

-É normal, mais um bocadinho estamos no pólo norte…. – Ri-me.

-Não teve piada. – Disse, olhando-me devastadoramente.

-Ah, eu sei!

Fez-se um momento de silêncio, de novo.

-Então o que querias?

-Bem, como já reparas-te o teu irmão e a Alice andam muito… Amiguinhos, não?

-Sim, e…?

-Bem, eu não gosto muito da ideia… - Disse, andando de um lado para o outro.

-Nem eu! Mas, não há nada a fazer!

-Há sim!

-Ah? – Franzi o sobrolho.

-Não sei, não quero que ela ande metida com um humano qualquer…

-Obrigado pelo elogio.

-Sem ofensa, desculpa.

-Não faz mal. – Disse, sentando-me numa pedra.

-Já sei, é simples… Temos de falar com eles e dizer mal do outro! – Ela sorriu. – Tu falas com a Alice e dizes que o teu irmão é um mulherengo e que tem atracção por coisas sobrenaturais…

Nisso ela tinha razão, Sam, em toda a sua vida, namorou com 1 humana apenas!

-Tudo bem… E o que vais dizer ao Sam?

-Não vai ser difícil. A Alice está frágil, precisa de um ombro amigo, e, melhor que um humano também destroçado? – Ela sorriu e eu olhei para o fundo dos seus olhos.

É, sempre fui o lado bom da coisa, mas Rosalie, não me deixava ficar desse lado agora, e nem eu queria, ela era maleficamente atraente e eu gostava disso, muito mesmo!

-Tudo bem! – Disse levantando-me. – Vamos?

-Hmm… Só mais uma coisa, tenta controlar os pensamentos, o Edward é sempre o bonzinho da história e vai começar a dizer “É o destino, deixem-no seguir o seu caminho!”

-Ok. – Ri.

-Eu estou a falar a sério o meu irmão é assim!

-Tudo bem.

-Agora sim, podemos ir.

Entrei dentro do carro e tentei controlar os pensamentos, aquilo era difícil.

-É difícil, não é? – Perguntou-me, sem tirar os olhos da estrada.

-O quê?

-Controlar os pensamentos…

-Por acaso até é! – Disse, olhando-a.

-O segredo é distraíres-te com outra coisa!

-Ok, obrigado…

-De nada! – Respondeu, sorrindo, ainda com os olhos na estrada.

Continuamos 5 minutos em silêncio.

-Já agora, que fomos fazer? – Perguntei.

-Ah? Tu não apanhas-te nada. - Agora foi ela que não percebeu nada.

-Não é isso! A desculpa que vamos dar.

-Hmm… Não sei! Podia ter ido levar-te a conhecer a floresta. – Falou e eu ergui a sobrancelha esquerda.

-Isso não me parece muito normal…

-Tens ideias? – Perguntou, estando à espera da minha ignorância.

-Por acaso…

-Conta.

-Então, fomos analisar o comportamento dos recém-nascidos.

-E tu, não levavas o Sam?

-Não, ele estava a dar-se demasiado bem com a pequenina para o chatear.

-Ah, és bom nisto! – Ela voltou a sorrir, mas desta vez tirou os olhos da estrada e olhou-me.

-É, eu sei.

Quando chegamos a casa dos Cullen contamos a nossa versão dos factos e pareceu-me que todos acreditaram. Passados minutos Edward, Bella e Renesmee foram caçar e ficamos lá conversar sobre banalidades, visto que não havia nada muito melhor.

-Bem, acho que está na altura de irmos, vamos ter de dormir e investigar mais algumas coisas. – Falou Sam, levantando-se.

-Sim, é o melhor! – Disse, acompanhando-o.

-Não querem ficar cá? – Esme perguntou.

-Não, não é preciso… Eu também tenho de falar com um amigo, por isso… -Disse, arranjando uma desculpa, já nem me fazia diferença… Mentia, inventava e omitia sempre que estávamos em algum “caso”, por isso era hábito.

-Ah, então está bem.

-Até amanha. – Disse Sam, abraçando a pequenina.

-Até amanha! – Ouvi-a sussurrar e fiz cara feia para a Rose e ela correspondeu assinalando com a cabeça para eu avançar. Não sei porque, mas eu sentia que podia confiar nela, mais do que em qualquer um dos outros, mais do que em Carlisle, que desde logo me despertou calma.

-Até amanha a todos. – Disse saindo.

Muito bem, hora de por o plano em prática!


publicado por Anaa.j às 19:28
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1 opinião:
De Marta a 11 de Julho de 2010 às 21:50
Muito cool...

Continua assim..

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